Olá seres humanos que ainda vivem!
Nas ultimas semanas eu tenho lido um livro chamado " Deus em questão - C. S. Lewis e Freud" de um autor chamado Armand M. Nicholi , JR. É um livro extremamente interessante, onde as idéias de Lewis e Freud debatem sobre assuntos relacionados à Deus, amor, sexo e o sentido da vida.
A cada parágrafo que eu leio, reflito um pouco sobre o que foi dito e faço um comentário. Vou compartilhar um pouco aqui sobre algumas coisas que me chamaram a atenção nas ultimas páginas que li.
O segundo capítulo do livro chama-se "O Criador: Haverá uma inteligencia além do universo?"
Para tornar mais fácil de ser compreendido este assunto, vou citar os parágrafos para depois comentá-los.
Hoje, meu foco principal será nas ideias freudianas. Em uma outra ocasião, escreverei mais sobre Lewis, prometo!
O primeiro capítulo diz assim:
"Na sua fase de ateísmo, Lewis concordava com [a opinião] de Freud de que o universo é tudo o que existe - nada mais do que um acidente que simplesmente aconteceu. Mas Lewis acabou se perguntando se a vastidão inacreditável do universo, sua precisão e ordem, e sua enorme complexidade não refletiriam algum tipo de Inteligência. Haverá Alguém além do universo que o tenha criado?"
Esse parágrafo me lembrou muito algumas citações do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu". O modo como Lewis começou a questionar-se sobre o assunto de que o universo não tenha sido apenas um acidente, onde tudo estava calmo e de repente, BANG! E tudo veio a existir. Nisto, podemos considerar a ideia de que, o universo não é eterno. A própria ciência comprova que ele terá um fim, isso significa que ele teve um início. Se ele teve um início, é porque algo ou alguém instituiu que assim fosse. Aí podemos nos dizer "ah, mas o próprio D's pode ter provocado a explosão e tudo foi evoluindo..." . D's não precisa disso. Ele é superior e maior à qualquer proporção do que possamos imaginar. Tudo o que Ele fez foi pelo Seu poder e por Sua palavra. Outra questão que fazemos é "de onde vem D's?" Ele não teve um inicio, assim como não terá fim. Onisciente, onipresente, onipotente, é um Ser eterno. A precisão do universo em sua estrutura, cada galáxia, cada planeta, estrela, corpo celeste que existem, foram feitos sobre uma medida perfeita! Como não acreditar que existe uma mente extraordinária por trás disso tudo?
Continuando...
"Freud responde a essa questão, que considera "das mais importantes", como um alto e claro "não!". Só a ideia de um "super-homem idealizado" dos céus - para usar a frase de Freud - é "tão patentemente infantil e tão estranha à realidade, que... é doloroso imaginar que a grande maioria dos mortais jamais irá transcender essa visão de vida". Ele previu, entretanto, que à medida que a grande massa das pessoas tivesse mais educação, elas "abandonariam" os "contos de fada da religião". Ele nos lembra que o "mundo não é nenhuma creche" e nos recomenda fortemente a encarar a realidade nua e crua de que estamos sozinhos no universo. Em suma, seu brado é: Cresçam [e amadureçam]!"
Literalmente, Freud não teve consideração e nem mesmo se pesou em falar este tipo de coisa da fé cristã. Ele insinuou que, aqueles que acreditam que existe um "Ser superior" são pessoas sem qualquer senso de maturidade, que acreditam em um "super-herói" que na verdade nunca os salvará. Ao meu ver, ele acaba com a esperança de muitas pessoas ao falar este tipo de coisa, a esperança de que haverá um dia em que cessarão as lágrimas. Na boa... Freud me decepcionou!
"Freud parece reconhecer que logicamente não se pode provar algo negativo - não se pode provar que Deus não exista. A unica defesa real da sua visão de mundo vem do desacreditar da alternativa. Assim, Freud empreendeu um ataque sistemático e sustentado contra a visão de mundo espiritual. Ele atacou a marretadas. Ele escreveu que "os contos sobre milagres... contradiziam tudo o que foi ensinado pela observação sóbria e traíam claramente a influencia da atividade da imaginação humana". Ele afirmava que as Escrituras "estão cheias de contradições, revisões e falsificações"; e dizia que nenhuma pessoa inteligente pode aceitar "absurdos" ou "contos de fada" dos crentes.
Freud escreveu que as doutrinas da religião "carregam as impressões dos tempos em que surgiram, os tempos ignorantes da infância da humanidade". Escreveu que a doutrina específica de que o "universo foi criado por um ser que lembra o homem, mas ampliado em todos os sentidos... um super-homem idealizado... reflete a brutal ignorância dos povos primitivos. Ele descreveu a visão de mundo espiritual como uma "distorção da imagem do mundo real de uma maneira desiludida... e... que fixa [as pessoas] à força em um estado do infantilismo psicológico". Ele escreveu que "as religiões da humanidade deve, ser classificadas entre as desilusões de massa", e referia´-se à religião como "a neurose obsessiva universal da humanidade". (...) Freud refere-se aos ensinamentos de Jesus como "psicologicamente impossíveis e inúteis para as nossas vidas" e conclui: "eu não vou dar valor algum à imitação de Cristo" "
Sinceramente: Freud ridiculariza a fé neste ponto. Ele simplesmente marcou isso te forma cruel as crenças das pessoas, destruindo a fé e esperança de muitos. Para Freud, o que não poderia ser comprovado cientificamente significava que estava errado, pois nada vem através de alguma "revelação divina" (para ele).
Ele também distorce a visão que as pessoas tem de Cristo, como alguém cujo exemplo é impossível de ser seguido. Freud caracterizou a fé como uma doença, uma neurose. Isso me intriga. Uma coisa é expor suas idéias e princípios. Outra coisa é impor que a sociedade é burra, que a fé é uma tolice e que precisamos acreditar que estamos aqui, nascemos e morremos, o universo um dia terá seu fim, e temos que aceitar isso querendo ou não. Nessas horas eu fico imaginando as pessoas que perdem seus entes queridos e tem esperança de reencontrá-los na volta de Cristo, como essas pessoas reagiriam ao receber este tipo de informação, de que D's não existe, que não há esperança.
Mais uma vez Freud me decepciona. Ele era um homem estudado, inteligente, desenvolveu um dos maiores e melhores métodos de estudo de comportamento, que é a psicanálise. E depois de tudo isso, vem falar este tipo de coisa sobre D's? ahh Freud... você me entristece!!
Mas é isso pessoal, amanhã ou esta semana eu concluirei a ideia, o raciocínio do texto, agora preciso dormir!
Um grande abraço a todos!
D's abençoe todos vocês!